segunda-feira, 13 de abril de 2015

Sobre um dia 12 de Abril – Sobre um domingo no Brasil.




 
Manifestante no dia 12 de Abril 2015.
Se conversássemos com muitos brasileiros que pouco desfrutam de atividades de lazer aos domingos por motivos de falta de dinheiro, por exemplo, ficaria flagrado a insatisfação destes em relação ao estar em casa neste dia e tentar se entreter com a programação da Globo, canal aberto em todo o país. No entanto, no último dia 12, (ontem) houve uma certa peculiaridade a mais. Em todos os comerciais da programação dominical desta emissora - jornalistas nas capitais do Brasil transmitiam ao vivo, informações duvidosas em decorrência da manifestação nacional vinculada ao ódio do PT e a Presidenta Dilma Roussef alicerçada pela própria globo durante anos na mente de muitos brasileiros.
Ao fazer uma retrospectiva na internet sobre o dia 12 de Abril descobri um dado que chama bastante atenção: Nesse mesmo dia 12, é  comemorado o dia da Intendência do Exercito Brasileiro devido ao ingresso do futuro Marechal Carlos Machado Bittencourt em 1840 responsável pela destruição de Canudos - uma guerra que todos nós conhecemos.
Voltando ao dia de ontem, é plausível lembrar que durante a tarde foi mostrado um carro de som que tinha uma faixa pedindo de volta a intervenção militar, a mesma na qual desapareceu com centenas de brasileiros, mártires na luta social, e que suas famílias após 50 anos do golpe ainda choram suas perdas sem ao menos puderem enterrar os ossos dos seus entes queridos. Ossos esses esquecidos e escondidos nas entranhas da terra dessa nossa mãe pátria Brasil.
Há também de se lembrar grato a oportunidade do ossos sucumbidos após serem flagelados por balas de canhões na guerra de canudos – almas martirizadas e veladas pela oração do Conselheiro sendo ele também uma das vitimas cruéis dos tanques de guerra da ignorância que mancharam o chão do sertão. Há quem diga que há aproximadamente 120 anos atrás, o conselheiro em seus momentos de oração pressentia que esse dia de ontem pudesse acontecer em massa – pedindo de volta as algemas e os fuzis no prato diário do brasileiro. Brasileiro que desde o seu nascimento come salgado pelas injustiças e os desmandos daqueles que hoje se incomodam com os avanços explicitamente notáveis na vida das massas de todo o país.
Que a Antonio Conselhiero não seja dado a oportunidade de ter ouvido falar deste dia 12. E nem a outros tantos, que hoje descansam entre as raízes de muitas plantas, por entre valas desconhecidas pelo Brasil. Que esse desgosto não ganhe respaldo algum. Que tamanha ignorância possa ser vencida, se assim for, pelo silêncio.



P.S: Ou por achar que foi tudo um bloco de carnaval.

Adriel Duarte, Curaçá - BA.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Missa e apresentações culturais encerram semana em prol da água em Curaçá.




            Na noite do dia 22 de março, Dia Mundial da água,  a Igreja Católica Matriz fez uma celebração toda especial em comemoração a esse dia. Nesse culto plural reunindo grupo de jovens, artistas e a sociedade em geral não faltaram pedidos de fé em defesa do nosso rio, em defesa da vida.
            Realizada pela Pe. João Sena os fiéis celebraram nessa noite – ali reunidos um momento cheio de orações e louvores às divindades católicas para que em meio à crise hídrica em todo o país e no mundo, não falte água, principalmente para que consequentemente não nos falte com o que plantar, o que comer e exclusivamente o que beber. Ao final na escadaria da Igreja aconteceram diversas homenagens e apresentações culturais com o Grupo Redimidos de Capoeira, Grupo Percussivo (crianças e jovens) GDECC (Grupo de Dança). Essa atividade foi um ato para encerrar as atividades que aconteceram durante toda a semana.
            Uma das atividades que também ocorreu desta vez, no dia (20) na Fazenda Rompedor que é uma comunidade quilombola, foi uma Missa a São José, padroeiro daquela localidade e que seguindo o exemplo de caridade e amor à família que nos deixa esse santo, nada melhor do que relembrar nessa ocasião o nosso papel em preservar e cuida do nosso Velho Chico. Por isso, uma parte desta missa foi reverenciada a essa causa tão urgente.
            Houve ainda o Galeota das Artes, uma iniciativa de artistas curaçaenses que  esteve presente para ao fim da missa, oferecer aos ali presentes, mais informação de forma lúdica sobre essa temática em torno do dia mundial da água. É certo que quando a Galeota se faz presente não faltem risos e alegrias, uma vez que, se usa da poesia, do teatro de bonecos e de musica para propor aos que assistem cultura, arte e educação.        
            E não parou por ai, através de convites pela rádio e carro de som a comunidade de Curaçá foi às ruas em uma marcha para discutir e conscientizar a todos sobre as variadas ameaças que nosso rio sofre, principalmente pelo desperdício do consumo doméstico. Os estudantes levaram cartazes como também um microfone foi franqueado para que esses dados fossem divulgados abertamente.
            Vale na oportunidade lembrarmos que apesar de o nosso planeta ser repleto de água, estima-se que apenas 0,77% esteja disponível para o consumo humano em lagos, rios e reservatórios subterrâneos. Vale destacar, no entanto, que essa quantidade não está distribuída igualmente por todo o território, consequentemente, existem locais onde esse recurso é considerado bastante valioso. Em virtude dessa desigualdade de distribuição, em várias regiões ocorrem verdadeiros conflitos por água.
           
Apresentação do GDECC. E se a água acabar?

Por: Adriel Duarte.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Oi Novos Brasis apoia projeto de reflorestamento em Curaçá, no Norte da Bahia




O projeto “Educando para Recaatingar”, do Instituto Mata Branca, foi um dos selecionados pelo Oi Futuro na 10ª Edição do Oi Novos Brasis e tem início previsto para o mês de janeiro. O projeto, a ser realizado no município de Curaçá, norte da Bahia, no Vale do São Francisco - Polígono das Secas terá ações nas zonas urbana e rural, com o objetivo de “recaatingar” trechos desertificados, principalmente a Área de Preservação Permanente (APP); reabilitação de viveiros para produção de espécies nativas da caatinga e recuperação de áreas em processo de degradação.


O coordenador do Instituto Mata Branca, Edimilson dos Santos Nascimento, explica que recaatingar nada mais é do que uma espécie de reflorestamento, só que com espécies nativas da Caatinga, único bioma existente que é exclusivamente brasileiro, mas que tem sido devastado pela ação humana, de animais, e fenômenos climáticos, como chuva e vento. “Há uma contribuição da comunidade, que retira as plantas para fazer cerca e lenha. Já os animais, que são criados soltos, acabam comendo estas plantas”, explica.

Por isso, além do reflorestamento, o Instituto pretende fazer um trabalho de conscientização da comunidade quanto aos cuidados com o meio ambiente, através de técnicas adequadas de plantio e manejo de espécies da Caatinga. Através desta ferramenta pretende-se alcançar todas as comunidades localizadas na área alvo. As atividades terão um cunho de educação e mobilização das pessoas, pretendendo despertá-las para ação conjunta. Serão realizadas palestras, oficinas e manifestações artísticas que incluam elementos do cotidiano, trabalhando a sustentabilidade ambiental.

Durante a execução do projeto serão reativados três viveiros de mudas de espécies nativas, envolvendo as 12 comunidades (Novo Horizonte, Jatobá, São Bento, Cabaceira, Jaquinicó, Salgado, Melancia, Banguê, Bom Socorro, Maria Preta, Laminha e Lagedo) rurais presentes na área alvo. Os viveiros produzirão principalmente espécies forrageiras (servem de alimento aos caprinos e ovinos) e espécies raras e ameaçadas de extinção na região.
Haverá investimento na plantação de forrageiras em propriedades particulares com a finalidade de manter forragem para a época do período mais seco, totalizando 40 hectares reflorestados. O projeto também “recaatingará” uma área de 10 hectares que será mantida como área-controle. Ao todo, serão reflorestados 50 hectares de área, que serão cercadas para impedir a entrada dos animais.

 Sobre o Instituto Mata Branca

O Instituto Mata Branca (IMB) foi criado em 1998 e é composto por lavradores e lavradoras, fundado juntamente com o apoio de entidades não governamentais. O IMB tem como objetivo desenvolver atividades e projetos de Convivência com o Semiárido, na perspectiva de contribuir com que as famílias rurais tenham acesso a água, educação de qualidade, alimento em quantidade e principalmente com regularidade. É uma organização formal com estatuto próprio, sem fins lucrativos e diretoria escolhida democraticamente dentre seus membros.
O instituto já faz o trabalho de mobilização para a preservação da caatinga, e garante que o projeto “Educando para Recaatingar” será mais uma ação positiva no município de Curaçá, pois serão recaatingadas principalmente áreas de preservação permanente (APP) desertificadas ou em processo, incluindo propriedades individuais.


Sobre o Oi Futuro


O Oi Futuro é o instituto de responsabilidade social da Oi, que emprega novas tecnologias de comunicação e informação no desenvolvimento de projetos de educação, cultura, esporte, meio ambiente e desenvolvimento social. Desde 2001, suas ações visam democratizar o acesso ao conhecimento e reduzir distâncias geográficas e sociais, com especial atenção à população jovem. 

Na educação, os programas NAVE e Oi Kabum! usam as tecnologias da informação e da comunicação, capacitando jovens para profissões na área digital, fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de educadores da rede pública, e fomentando o desenvolvimento de modelos inovadores. Já na área cultural, o Oi Futuro mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), com programação nacional e internacional de qualidade reconhecida e a preços acessíveis, além do Museu das Telecomunicações nas duas cidades. 

O esporte é apoiado através de projetos aprovados pelas Leis de Incentivo ao Esporte, tendo sido a Oi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos socioeducativos inseridos na Lei Federal. O programa Oi Novos Brasis completa seu escopo de atuação, reafirmando o compromisso do Instituto no campo da sustentabilidade, com o apoio e o desenvolvimento de parcerias com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de ideias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação e a tecnologia de baixo impacto ambiental para acelerar o desenvolvimento humano.






quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Galeota das Artes: Comunicação comunitária além dos estúdios.


Crianças de todas as idades prestigiam o evento com muitos aplausos.
Não é de hoje que a Curaçá FM, a rádio comunitária de todos os Curaçaenses pauta a comunicação popular, como ferramenta transformadora para a sua comunidade. Sendo assim, tem feito uma comunicação que vai muito além dos estúdios. A Curaçá FM – do Sonho à Realidade, surgiu em julho de 1998 e desde então tem sido um canal de informação onde a comunidade se reconhece a partir da valorização da cidadania. E é nessa perspectiva que a rádio abraça mais um projeto “Galeota das Artes”, musica arte e cultura na cidade.

 Esse grande feito, é fruto do trabalho dos artistas Fernandinho e Wilson Sena, ambos artistas nas áreas de musica, canto e teatro, inclusive, de bonecos que veem na oportunidade a ocasião perfeita para pode interagir através de cultura, arte  e educação com a comunidade. Um intercâmbio coerente entre a Rádio e possivelmente, com os futuros comunicadores populares da cidade. São práticas e ações sociais como essa que garante a continuidade de nossas crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e "preenchem" a sociedade.

 O Projeto “Galeota das Artes” está realizando nos bairros da cidade de Curaçá ações lúdicas em torno da literatura infantil, teatro de bonecos, cinema e musica, visando proporcionar uma viagem mágica ao mundo infantil, visto que, os contos, cantos e brincadeiras são elementos constitutivos de um repertório cultural, produzidos na infância, as quais instigam inúmeras interpretações e contribuem na construção de um olhar sensível às crianças, que são vivenciadas através das histórias, filmes, contos e músicas. As ações serão embasadas no acervo de autores nacionais e clássicos da música infantil a exemplo de Companhia Carroça de Mamulengo, Dércio Marques, Adriana Partimpim, Canções Curiosas, Francisco Marques (Historias Gudorias), Nilza Lacerda, Antonio Nobrega, e Lydia Hortélio.

Delaides Rodrigues.

terça-feira, 1 de julho de 2014

O MST e o latifúndio da mídia em Sergipe: as cercas que precisam ser quebradas

Por Paulo Victor Melo*

Em meio às atenções da população voltadas quase que exclusivamente para a Copa do Mundo e para os últimos momentos de definições das alianças político-eleitorais, uma ação realizada no município de Nossa Senhora da Glória, na última semana, ganhou repercussão na imprensa sergipana e, em alguma medida, em nível nacional. Me refiro à ocupação dos microfones da rádio Xodó FM por integrantes do MST, na quarta-feira passada (25). 

Durante trinta minutos, camponeses e camponesas tiveram a oportunidade de rebater as acusações e ofensas feitas diariamente pelo radialista Anselmo Tavares. “Corja”, “bandidos”, “ladrões”, “marginais”, “quadrilha” são alguns dos adjetivos que o apresentador do programa Jornal da Xodó utiliza para, de forma leviana e irresponsável, se referir ao MST.

Como era de se esperar, da mesma forma que acontece quando o MST ocupa terras improdutivas, o ato na Xodó FM provocou uma série de reações contrárias. Dessa vez, porém, até mesmo setores progressistas da sociedade se manifestaram repudiando a ação do movimento. Todos afirmando que a atitude do MST representou uma ameaça à liberdade de expressão. Aqui, cabem alguns questionamentos: será mesmo liberdade de expressão utilizar uma concessão pública para difamar uma organização coletiva? Será mesmo liberdade de expressão usar uma concessão pública para promover discurso de ódio? Existe mesmo liberdade de expressão quando a propriedade dos meios de comunicação está concentrada em alguns grupos políticos e econômicos? A liberdade de expressão deve ser garantida apenas aos que têm uma concessão de rádio ou televisão e aos que apresentam programas nessas emissoras? E o direito do MST em negar todas as acusações de que é vítima diariamente?

São perguntas que não fazem parte da agenda pública de debates em Sergipe (justamente pela realidade de controle dos meios de informação), mas que colocam em xeque um suposto conceito de liberdade de expressão tão reivindicado pelos concessionários de rádio e televisão em momentos como esse e demonstram que, seja em nível estadual ou nacional, o que há é uma privatização do espaço público que é o rádio e a televisão. Logo, uma privatização do direito à liberdade de expressão.

Por isso, mais do que uma espécie de direito de resposta, a ação do MST ajudou a quebrar o silêncio sobre os meios de comunicação que paira em Sergipe. Ao ocupar os microfones da Xodó FM, o MST não apenas se defendeu das acusações que sofre diariamente, mas, acima de tudo, escancarou o latifúndio da mídia que existe em Sergipe. Latifúndio este que tem como proprietários e patrocinadores velhas e nem tão velhas assim oligarquias (ou famílias, se preferir) conhecidas na política estadual. Os mais antigos foram “beneficiados” na farra da distribuição de concessões em troca de apoios político-eleitorais, que teve o seu auge no final dos anos 1980, quando o Ministro das Comunicações era ninguém menos que o baiano Antônio Carlos Magalhães, um dos maiores controladores de rádio e TV da história do país. Outros, a partir do poder econômico do qual desfrutam, perceberam na comunicação um instrumento estratégico de conquista de poder político e, por isso, saíram criando ou comprando emissoras de rádio em todos os cantos do estado.

Importante frisar que essa relação das oligarquias políticas com a propriedade de rádio e televisão não é exclusividade de Sergipe, mas uma realidade nacional. Um estudo realizado pelo projeto Donos da Mídia identificou que mais de 270 políticos são sócios ou diretores de veículos de comunicação em todo o país. Uma afronta tanto ao Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, quanto à Constituição Federal de 1988, que proíbem que políticos desempenhem a função de diretor ou gerente em empresas de rádio e TV, ou ainda que mantenham contratos, exerçam cargos ou emprego remunerado nestas empresas.

E assim como os latifúndios agrários, o latifúndio da mídia é rodeado de cercas que, ao longo da história, impediram o acesso do povo brasileiro em sua diversidade. Cercas como a ausência de debate público sobre o tema, como a priorização da exploração privada dos meios de comunicação em detrimento do bem público, como a concepção da comunicação como mercadoria e não como direito.

Cercas essas que, em favor da democracia, da diversidade e do pluralismo da nossa sociedade, precisam ser quebradas, inclusive com ações como a que o MST promoveu na Xodó FM.
*Texto publicado em: http://www.infonet.com.br/paulovictor/ler.asp?id=160192

domingo, 8 de junho de 2014

É lançado em Sobradinho – BA, o Comitê do Plebiscito por uma Constituinte Soberana Popular.



Durante o período da tarde no dia 06/06 em Sobradinho- BA, militantes da Consulta Popular e do Movimento dos Atingidos por Barragens estiveram através de panfletagem convidando a população local para o lançamento do Comitê do Plebiscito que aconteceu na Câmara de Vereadores, às 19:00hs.
Várias entidades e movimentos sociais representados no evento.
Através do que se possa chamar de “boca a boca” e de convites impressos, se fez a divulgação nas ruas para este lançamento que podemos considerar como um momento importante na organização popular local.
Estiveram presentes, além da Consulta Popular e do MAB, a Associação de Mulheres, Sindicato Rural, Irpaa, Colônia de Pescadores e Sajuc que contribuíram no debate e se propuseram enquanto aliados na construção do Plebiscito.
Inicialmente, Diegão trouxe uma análise da conjuntura politica atual pontuando elementos que salientam a necessidade de uma reforma politica tão necessária e urgente para o Brasil. “O sistema político atual está voltado a atender os interesses da classe dominante e a favor, por exemplo, do Agronegócio, de banqueiros, empresas e as elites politicas do país”, afirmou ele.  E Completou dizendo o quanto é importante que se faça uma reforma politica aonde a juventude, a mulher, a classe trabalhadora seja protagonista de uma nova história de transformação e luta na garantia dos direitos que estão contidos em uma Constituição que o povo brasileiro, infelizmente, não conhece e não é representado.
Na plenária também a Companheira Marta Rodrigues (MAB), enfatizou o quanto é plausível a participação da nossa juventude em construir o Plebiscito para na oportunidade serem ouvidas as pautas e as necessidades juvenis -  entendendo que a luta popular possui na sua engrenagem uma ferramenta importante que provem da força revolucionária da juventude. No caso de Sobradinho, os direitos civis presentes na constituição foram brutalmente violados quando se construiu essa Hidrelétrica fruto de um modelo energético desumano, e, agora a população precisa ter o direito de resposta quando for dizer “SIM” a uma Nova Constituinte e sim a uma reforma politica popular.
Plebiscito Constituinte Já! Foto: Adriel Duarte
“São 30 anos de descaso e violação dos direitos do atingidos aqui em Sobradinho, famílias que ainda estão lutando para reconstruir suas vidas, ou seja, mulheres, crianças, jovens etc., vítimas desse modelo capitalista opressor que precisa ser alterado para que possamos viver com mais dignidade - tendo a garantia de direitos enquanto civis, enquanto brasileiros”,
disse Marta.
O Comitê do Plebiscito será no Sindicato Rural, na Vila São Joaquim próximo a Câmara de Vereadores.


Por Adriel Duarte.

domingo, 18 de maio de 2014

Comunicação é tema de Seminário durante o III ENA

No terceiro dia do Encontro Nacional de Agroecologia  - ENA, que está acontecendo em Juazeiro (BA) até amanhã (19), cerca de 70 pessoas de diversos estados do Brasil participaram do Seminário Temático sobre Comunicação. Inicialmente uma ciranda foi a forma mais eficaz para apresentar as/os participantes, em sua maioria comunicadores/as populares, que cantaram “companheiro (a) me ajude eu não posso comunicar só/eu sozinha(o) comunico bem/ mas com vocês comunico melhor”.

Três experiências foram relatadas, evidenciando o papel central da comunicação na sensibilização da sociedade acerca da agroecologia, bem como na garantia de outros direitos fundamentais. A primeira delas foi apresentada pela Marcha Mundial de Mulheres, que destacou a importância da comunicação no avanço das conquistas feministas a partir do emponderamento das mulheres para uso de instrumentos de comunicação, a exemplo da Internet.

Outra experiência trazida para o seminário foi o projeto “Vidas Paralelas”, do Movimento de Pequenos Agricultores – MPA, voltado principalmente para a produção de vídeo como forma de anunciar e denunciar temas de interesse das/dos camponeses, a exemplo do impacto da produção de gesso no sertão pernambucano.

Por fim, as/os participantes conheceram o trabalho da Escola de Comunicação Popular do Semiárido Mineiro, uma iniciativa que surgiu para quebrar o estereótipo da imagem negativa da região semiárida do Brasil, dando visibilidade à Convivência com o Semiárido em contraponto à “indústria da seca”.

Debate

Ao encerrar as apresentações, foi feita uma breve apresentação da Campanha “Para expressar a Liberdade”, chamando as pessoas e organizações presentes a assinarem a lista de apoiamento ao Projeto de Lei da Mídia Democrática, bem como assumirem a Campanha em seus estados e regiões. Em seguida, foram feitos questionamentos e intervenções acerca das três experiências, pontuando desafios e avanços no campo da comunicação popular.

Karine Silva, do Fórum de Comunicação Sertão do São Francisco, fez um relato da atuação do Fórum, que já existe há cinco anos, destacando as experiências recentes e exitosas com a educomunicação no sertão da Bahia. Ao mesmo tempo trouxe questionamentos acerca do financiamento destas ações, possíveis fontes e garantia de continuidade dos projetos. Helem Santa Rosa, da Escola de Comunicação Popular do Semiárido Mineiro, disse que uma das estratégias adotadas tem sido os editais voltados para temas mais amplos, os quais relacionam-se com a comunicação.

Esteve em discussão também a necessidade da comunicação popular avançar no debate político, nas ações de sensibilização e formação, indo além da elaboração de peças de comunicação pelas organizações que contratam comunicadores/as e sim expandindo a rede de consumidores/as críticos de informações e principalmente produtores/as de conteúdos voltados para os mais diversos setores da sociedade.


Dentre outras organizações, estavam representadas no seminário a Articulação do Semiárido Brasileiro - Asa, Comissão Pastoral da Terra, Centro Indigenista Missionário – Cimi, Revista Viração, Frente Paulista pelo Direito à Comunicação, FioCruz, Canal Futura, Cáritas, Rede Cerrado, MST, Pastoral da Juventude Rural, Giramundo, Coletivo Entrelinhas, sindicatos.

domingo, 11 de maio de 2014

Projeto desperta crianças e adolescentes para a produção de comunicação comunitária


Crianças e adolescentes de cinco municípios do Território do Sertão do São Francisco apresentaram, na última sexta-feira (9), os resultados de oficinas em técnicas de comunicação do projeto “ABC da Mídia: Educomunicação em Foco”, durante seminário realizado no Campus III, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro (BA).

O ABC da Mídia, que teve apoio da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), foi elaborado pelo Fórum de Comunicação Sertão do São Francisco e envolveu cerca de 100 estudantes de escolas públicas dos municípios de Campo Alegre de Lourdes, Curaçá, Juazeiro, Sobradinho e Remanso. O projeto teve  como objetivo contribuir para  o despertar da cidadania crítica a partir da comunicação.

“A oficina foi muito boa, gostei muito. Eu me senti muito bem, foi a primeira vez que eu apresentei um programa de rádio. E agora eu tenho vontade de ajudar a fazer um blog para nossa escola e um programa voluntário na rádio comunitária de minha cidade”, avalia Vitória Quezado, 12, de Curaçá.

Uma das convidadas do seminário, que finalizou a primeira etapa do projeto ABC da Mídia, foi a coordenadora do Programa Mais Educação de Juazeiro, Batuyra Souza. Na ocasião, ela ressaltou a importância dos meios de comunicação para o processo pedagógico. “O uso dessas tecnologias é uma das ferramentas que mais atraem os alunos para processos de ensino-aprendizagem”, afirmou Batuyra.

De Remanso, o professor Marcos Paulo ajudou a organizar no município uma oficina com estudantes sobre vídeo, fotografia e criação de blogs. Para ele, atividades deste tipo ajudam os alunos a terem uma nova visão escolar.  “A gente acredita que dessa forma, o aluno se aproxima mais da escola, ele se sente mais pertencente à escola, passa a cuidar mais dela”, ressalta.

Já o jornalista Paulo Victor Melo, integrante do Coletivo Brasil de Comunicação (Intervozes),  também convidado para o evento, lembrou que os meios de comunicação são instrumentos de divulgação ideológica. “As pessoas que estão à frente dos meios de comunicação querem disputar a sociedade”. Além disso, de acordo com o jornalista, “os meios de comunicação formam repertórios culturais em nossas mentes”.

Organizador destas atividades, o Fórum de Comunicação Sertão do São Francisco  é um coletivo que ao longo dos últimos cinco anos vem propondo a diferentes atores sociais da região, como rádios comunitárias e escolas, ações de comunicação para o desenvolvimento humano.

                                                                                                          
Fórum de Comunicação                                                         

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Seminário debate Educomunicação no Sertão do São Francisco




Discutir a relação entre Comunicação e Educação no Território do Sertão do São Francisco. Esse é o objetivo do ‘Seminário ABC da Mídia: Educomunicação em Foco’ que será realizado na próxima sexta-feira (9), no campus III, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Juazeiro (BA). Promovido pelo Fórum de Comunicação Sertão do São Francisco, o Seminário contará com palestras e relatos de experiências educomunicativas.

Pela manhã, a partir das 8h30, acontecerá a mesa ‘Educomunicação em Foco’ com a participação de Augusto David Gonçalves e Francisco Helio de Sousa, da Fundação Casa Grande; e de Batuyra Cristina, coordenadora do Projeto Mais Educação em Juazeiro. À tarde, o integrante do Coletivo Brasil de Comunicação (Intervozes), Paulo Victor Melo, participará do debate sobre democratização e direito a comunicação.

Logo depois, serão compartilhados os relatos de experiências de estudantes de escolas públicas das cidades de Campo Alegre de Lourdes, Curaçá, Juazeiro, Remanso e Sobradinho, que participaram de oficinas de comunicação durante os meses de abril e maio, ministradas pelo Fórum de Comunicação.

O ‘Seminário ABC da Mídia: Educomunicação em Foco’ tem o apoio da Coordenadoria de Serviços Ecumênicos (Cese) e do Departamento de Ciências Humanas da Uneb. O evento é aberto ao público.

Serviço:

O quê? Seminário ABC da Mídia: Educomunicação em Foco.
Quando? Sexta-feira, 9 de maio, das 8h30 às 17h.
Onde? Auditório Antônio Carlos Magalhães, DTCS, Uneb.
Quem? Fundação Casa Grande, Intervozes, Projeto Mais Educação.

Fórum de Comunicação Sertão do São Francisco