sexta-feira, 17 de maio de 2013

Um passeio pela Orla Fluvial de Curaçá...




Infelizmente, é comum ouvirmos boatos de que a Orla da cidade é um dos poucos lugares de lazer oferecidos a nós curaçaenses. Fundada em 31 de Dezembro de 2004, (segundo sua placa, o que de fato não aconteceu nessa data, pois as obras foram terminadas meses depois), esse espaço é o ponto ideal para que muitos curaçaenses e turistas possam desfrutar do magnífico pôr-do-sol da Cidade, que mesmo sendo um espetáculo diário, sempre arranca elogios de toda sua plateia e admiradores. Sempre servindo de inspiração para poetas, repentistas e escritores.
Orla: fonte Google.
Um dos problemas que vem chamando a atenção da população, diz respeito com a ação criminosa de vândalos que danificam a vegetação local e os bancos, como também utilizam de canetinhas coloridas, corretivos e tintas de cores diversas para gravar seus nomes, e até mencionar declarações amorosas nas pilastras  em todo esse patrimônio público. Nesse último caso, têm se uma noção de que estudantes que passam por ali tanto indo ou vindo da escola são os responsáveis por isso.  Seria ali um lugar sagrado para se concretizar votos de amor?
      Ultimamente, a presença dos policiais militares na Orla se faz constantemente.  Revistando os visitantes, na maioria jovens - como suspeitos de uso de entorpecentes. Talvez, por parte disso, que muitos moradores da cidade vêm propagandeando a ideia de que a Orla, hoje, foi tomada por Usuários de Drogas e marginais que passam grande parte do dia por ali. Em meio a esses conceitos, observa-se que a realidade é bem diferente, e que a população não pode ignorar esse lugar tão incrível que estampa uma linda imagem do Velho Chico e é o trajeto de trabalho e passeio para pescadores, lavadeiras, funcionários públicos, donas de casa, religiosos, gente que mora nas cidades vizinhas do outro lado do rio, crianças com seus pais que dão seus primeiros passos. E é por ali também que a Marujada adentra à cidade, saudando os curaçaenses com suas cores,  suas músicas e muita alegria.
         Já há algum tempo que se têm notícias sobre uma possível reforma e aumento na extensão do percurso da Orla, o que é bastante plausível, visto que poderia possibilitar atividades culturais e religiosas que sempre vem acontecendo, por exemplo, no Teatro Raul Coelho, que ao meu ver, não é um espaço derivado para alguns tipos de cerimônias. Em contrapartida, a Orla já foi palco de alguns eventos artísticos e culturais, como Chás da cinco, recitais de poesias, encontro de membros de igrejas evangélicas, reuniões de estudantes, e O Revival que já há alguns anos é uma alternativa de se comemorar a chegada do ano novo em Curaçá, um evento embalado por artistas da terra quanto visitantes que trazem no repertório músicas de qualidade, presenteando o público com ritmos de Rock, Pop Rock e MPB, estilos musicais que não são comuns em maiorias dos espaços na comunidade.
         Quase sempre quando vou a orla assistir o pôr-do-sol venho observando a variedade de pássaros que também ocupam seu lugar em meio as árvores, plantas e entre as estruturas da orla, estou falando de Sábias, Rolinhas, Pardais, Bem-te-vis, lavadeiras, sangues de boi,  Azulões, Canários do reino e beija-flores. Vejo pescadores trazendo em seus barcos: Dourados, Piaus, Cabojes, Piranhas, Pacús, Acaris e Traíras.
         No dia 2 de fevereiro, dia da Rainha das águas (Iemanjá) os filhos de santos e simpatizantes da Religião descem para o Rio durante todo o dia, trazendo consigo muitas flores, (algumas delas colhidas na vegetação da região da praça da igreja católica) e outras regalias para oferecer a Iemanjá. A noitinha quando mais um espetáculo é oferecido pelo sol que se põe, a Orla se enche de tambores, cantigas e orações, para se comemorar e saudar um Orixá bastante respeitado por seus seguidores.
         Entre tantas outras coisas que se pode observar passeando pelo percurso da Orla Fluvial de Curaçá, estes são alguns pontos, é claro, que você esta convidado a fazer seus próprios apontamentos, basta apenas que se faça uma visita a esse espaço,  uma arquibancada privilegiada para o Velho Chico, que tem o seu passo lento e que enche nossos olhos de alegria, nostalgia e leveza...
                 
Adriel Duarte – Membro do Fórum, Curaçá – BA. 







TRABALHADORES DO CAMPO E A LUTA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

                          



A luta dos trabalhadores do campo pela reforma agrária e por justiça social, reivindicações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), são criminalizadas diariamente pela mídia brasileira. Para os militantes que participaram do evento de lançamento do Projeto de Lei da Mídia Democrática no Dia do Trabalhador, esta é a realidade que aponta para a necessidade de mudança nas comunicações no país. Organizado pela campanha “Para Expressar a Liberdade”, o evento aconteceu no Acampamento Permanente Hugo Chavez do MST em Brasília. Além da apresentação do projeto, houve um debate e coleta de assinaturas dos participantes da atividade.

No debate que teve plenária cheia, ficou claro na fala dos trabalhadores que os interesses econômicos e políticos inviabilizam o acesso dos trabalhadores aos meios de comunicação, inclusive as rádios comunitárias locais. “Se é radio comunitária, tem que ser para nós. A rádio comunitária da minha região é dos usineiros”, disse Batatinha, militante do MST em Sergipe. Para eles, uma luta injusta, pois as televisões e rádios, locais e nacionais, demonstram o movimento pelo acesso à terra de forma criminalizada. Com matérias negativas sobre as ocupações, “colocam a comunidade contra as ocupações”, como disse um dos trabalhadores Sem Terra.

 “A cerca da comunicação tem impedido a própria sociedade de se expressar livremente nos seus direitos, na sua visão política, na sua ideologia”, explica Geraldo Gasparin, integrante da coordenação do acampamento Hugo Chavez. “Infelizmente, a posição do governo, através do ministério das Comunicações, que não tem se posicionado e acolhido o debate da sociedade civil pelo Marco Regulatório das Comunicações, faz com que a sociedade se posicione. Então, o acampamento é parte dessa luta”, disse.   

O projeto de lei, iniciativa da sociedade civil, regulamenta os artigos da Constituição que tratam de rádios e televisões. Nele há a destinação de um terço dos canais para rádio e televisões públicas (sendo 15% desses para canais comunitários), além da garantia da produção de conteúdos locais e regionais.  A proposta também prevê a criação de um Fundo Nacional de Comunicação Pública para o apoio dos canais públicos e comunitários, além da definição de regras para impedir a formação de monopólio nos meios de comunicação.

Raquel de Lima

Fonte: paraexpressaraliberdade.org.br

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Projeto de Lei de Iniciativa Popular chegará às ruas em 1º de maio

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular para a democratização das comunicações no Brasil deve chegar às ruas no dia 1º de maio, o Dia do Trabalhador. A decisão foi tomada pela plenária da campanha “Para Expressar a Liberdade”, que reuniu representantes de mais de 30 entidades da sociedade civil em São Paulo, na última sexta-feira, 19, para debater e aprovar o documento - considerado pelos presentes como o principal instrumento de luta da sociedade para a democratização das comunicações no país.


O documento trata da regulamentação das Comunicações Eletrônicas no país, rádio e televisão, setor atualmente regido pelo Código Brasileiro das Telecomunicações, e a regulamentação dos artigos de comunicação da Constituição Brasileira, como os que tratam da defesa de conteúdo nacional, diversidade regional e a produção independente. Os apontamentos e análises realizados pelas entidades durante a plenária serão consolidados pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha em novo documento, que seguirá para ampla divulgação junto à população e a coleta de assinaturas. Para ingressar no Congresso Nacional como vontade da população, deve recolher no mínimo 1,3 milhão de assinaturas. 


O radialista João Brant, que participou do GT de Formulação e integra a coordenação executiva do Fórum Nacional pela democratização da Comunicação (FNDC), destacou que o documento garante princípios importantes para promover a dispersão da propriedade dos meios de comunicação: “Ele garante a ampla diversidade e pluralismo e a não concentração, fortalece o sistema público comunitário e traz um conjunto de ações de enfrentamento ao monopólio que não é só pela questão da propriedade, mas também pelo acesso à produção pela produção independente, do acesso pela produção regional”. O projeto reitera a defesa da promoção e a garantia dos direitos de liberdade de expressão e opinião, do direito à comunicação, da diversidade e pluralidade de ideias. 


Para as entidades, um dos maiores resultados da mobilização será a conscientização da população sobre a importância da democratização das comunicações no país. “A grande decisão da plenária foi a de colocar o bloco na rua com esse instrumento que possibilitará fazer o diálogo com a sociedade. Vamos às ruas, fazer o debate, fazer os seminários, vamos às esquinas, para os locais de trabalho, para as fábricas e recolher as assinaturas para transformar esse projeto em uma realidade”, disse Rosane Bertotti, Secretária de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenadora geral do FNDC.   


Na mesa de abertura da plenária, Altamiro Borges, presidente do instituto Barão de Itararé, destacou que “o projeto se transformou no principal instrumento de luta para o movimento social que luta pela democratização da comunicação país”. Já o deputado federal Ivan Valente (PSOL) apontou o caráter suprapartidário do projeto e seu valor na luta contra os resses conservadores privados: “A mídia inviabiliza todas as lutas e disputas políticas. Temos que ser ofensivos na mobilização da sociedade e na pressão no Congresso”, disse.

A deputada Luiza Erundina, que não pôde estar presente à atividade, encaminhou carta à Plenária, em que destacou o compromisso de sua candidatura e da Frente Parlamentar de Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular – Frentecom no engajamento e na coleta das assinaturas necessárias à apresentação do Projeto que, “por ser uma iniciativa popular, os tornará protagonistas na realização de uma das reformas mais importantes para o fortalecimento da democracia brasileira”.

A mesa contou com a presença de Rosane Bertotti, de Altamiro Borges (Barão de Itararé), do deputado Ivan Valente (PSOL), de Sônia Coelho (Marcha Mundial das Mulheres) e de Celso Schroeder, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj). Durante a tarde, o documento foi debatido com os representantes da sociedade civil e do movimento social com a coordenação de Renata Mielli (FNDC/Barão de Itararé), de João Brant, de Orlando Guilhon (FNDC/Arpub) e do professor Marcos Dantas (UFRJ). As contribuições feitas ao texto serão adicionadas durante a semana e a versão consolidada será analisada em reunião de trabalho nesta quinta-feira, dia 25, em São Paulo. 


Participação dos movimentos sociais e ampla divulgação


Mais do que aprovar o documento, a reunião mostrou a importância da participação dos movimentos sociais engajados na luta pela democratização da comunicação no país. A campanha “Para Expressar a Liberdade” conta com o apoio de entidades de diversos setores da sociedade e de partidos políticos, desde o movimento negro, das mulheres, trabalhadores, trabalhadores agrícolas, movimento dos sem terra, estudantes, jornalistas, blogueiros e radialistas, dentre vários outros. “A dedicação e o esforço que os grupos de trabalho tiveram para trazer um projeto pronto e o compromisso da plenária em fazer o debate, sistematizar e incorporar as demandas das entidades, garantindo um princípio que para nós é fundamental nesse projeto que é a liberdade de expressão, mostra que estamos no caminho certo. Com muita representatividade, a plenária demonstrou a unidade e o amadurecimento do movimento social”, defendeu Rosane Bertotti.


Igor Felippe Santos, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse que o movimento se empenhará na coleta das assinaturas por todo o Brasil: “Tem crescido uma consciência nos movimentos sociais, políticos, nas centrais sindicais e na sociedade sobre a importância de se democratizar os meios de comunicação. A cada dia que passa, a sociedade se sente menos representada nos meios de comunicação tradicionais, especialmente os meios de comunicação de massa, como as televisões e as rádios, e passe a elevar o nível de crítica e consciência a respeito da necessidade de se democratizar”. Para ele, o mais importante de todo o processo será o diálogo com a população para “elevar o nível de consciência e a partir disso se criar um movimento de massa que possa pressionar pela democratização da comunicação”.


Para a coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres, Rita Freire, a forma como os conteúdos veiculados nos meios são obstáculo à liberdade de expressão: “Não há liberdade de expressão quando os conteúdos veiculados nos meios de comunicação, que são concessões públicas, têm cortes de classe, gênero e raça, estimulando e reforçando o preconceito. Dialogando com a população, a mobilização crescerá, se transformará em vontade popular e, dessa forma, chegará com força no Congresso Nacional e no governo”, disse.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fórum de Comunicação do Sertão do São Francisco discute políticas para a área

Com o objetivo de avaliar suas ações e realizar o planejamento anual de atividades, o Fórum de Comunicação do Sertão do São Francisco promoveu neste final de semana um encontro envolvendo as cidades que compõem o Território de Identidade do Sertão do São Francisco.

Para Delaídes Paixão, da rádio comunitária Curaçá FM, estudante de jornalismo e membro da secretaria executiva do Fórum, o encontro foi produtivo, porque o grupo conseguiu realizar em dois dias todo o planejamento para 2013 e ações de longo prazo para os próximos anos. “Além de nosso planejamento anual, eu sinto que existe maior unidade entre as pessoas e instituições que fazem parte do Fórum”, disse.

Na sexta-feira, participantes dos diversos municípios que fazem parte do Território foram recepcionados por moradores de Campo Alegre de Lourdes, cidade que recebeu o encontro. O evento teve início no sábado, 20, pela manhã, com dinâmicas que buscaram fazer uma leitura crítica sobre as representações do Semiárido na mídia e como os participantes enxergavam este mesmo local, a partir da sua concepção.

Ainda pela manhã, foi abordado o papel do Fórum de Comunicação, seus avanços e estratégias em defesa de políticas para a comunicação e a tarde grupos de trabalho pensaram ações de planejamento para o ano. No domingo, 21, houve nova discussão das ações e deliberação da agenda.

Dentre os projetos propostos, a criação de um Observatório de Mídias do Sertão, um projeto de Educomunicação para escolas do Território e espaços não formais de aprendizado, como associações, cooperativas, sindicatos e ongs.

Lucas Emanoel, 18 anos, mora em Campo Alegre de Lourdes e participa do grupo de Jovens Unidos Lutando por Liberdade, que possui um histórico de 30 anos na comunidade. Lucas participou de todos os espaços do encontro e se mostrou entusiasmado com as possibilidades que a educomunicação pode trazer para seu município. “Agora eu tenho uma visão mais ampliada do que posso fazer pela minha comunidade, através do meu blog, por exemplo, mostrando nossas experiências locais”, pontuou.

Ainda de acordo com Delaídes Paixão, “quem quiser conhecer nosso modo de trabalho e atuação, pode visitar nosso endereço na internet, comunicasertaoba.blogspot.com.br, é lá que dispomos nossos documentos de base, notícias e informes”, esclareceu.

Por : Juliano Ferreira- Graduando em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo em Multimeios Universidade do Estado da Bahia - Campus III - Juazeiro

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Espetáculo Teatral Paulo Cezar com "Z" homenageia filho ilustre de Curaçá!




Enfim, o espetáculo Paulo Cezar com "Z", tão aguardado por muitos curaçaenses, aconteceu no Teatro Raul Coelho neste dia 11 de Abril, trazendo ao público uma apresentação teatral que, com certeza, vai ficar na memória de toda a platéia presente.
Paulo Cesar Dias Torres - Fonte Google!
Escrita e Dirigida por Sérgio Ramos, que já alguns anos vem a Curaçá visitar amigos e tirar férias, mais uma vez, trouxe aos palcos do teatro curaçaense uma grande obra de alta qualidade dramaturga, depois de que em 2000, escreveu e dirigiu o espetáculo "Mas será o Benedito", bastante aplaudido e comentado. Desta vez,  resgatando alguns atores e trazendo um novo elenco para essa montagem exclusiva, o texto homenageava a história e o aniversário de 50 anos de Paulo Cezar Dias Torres, um filho ilustre no município, que contribui significamente na história cultural e religiosa na comunidade.
Essa noite especial, contou também com a inaguração de novos equipamentos de luz e som, adquiridos através de projetos aprovados por editais de cultura do governo federal, que abrilhantou ainda mais o espetáculo.
"Eu não sei ainda, se aqui nesse palco do Teatro Raul Coelho, houve uma apresentação tão completa e emocionante quando esta, são ocasiões como essa que devem ser rotineiras na vida de nós curaçaenses. Nosso povo além de gostar de teatro tem uma forte capacidade artística que vai além da nossa imaginação", disse Maria Aparecida, 42 anos, professora municipal que ficou bastante emocionada, principalmente, com cenas sobre o nascimento e o carinho de Paulo Cezar com sua mãe.
Ao término do espetáculo, o aniversariante, subiu ao palco e agradeceu a todos os que contribuíram para a construção dessa peça teatral contando de forma tão intima sua vida e a de seus amigos e familiares, personagens importantes na sua história. Agradeceu também aos figurantes que trouxeram ao palco a marujada, a dança de caboclo, o reisado e o São Gonçalo, seu santo de maior devoção.
Além da Peça “Paulo Cezar com Z”, o Teatro Raul Coelho terá do dia 11 a 13  de Abril outras programações culturais:
11 Quinta: Inaguração dos equipamentos de som e luz do teatro/Espetáculo Teatral Paulo Cézar com Z.
12 Sexta: Roda de capoeira com o grupo Redimidos/ Exposição Cordel Fotográfico/ Sarau.
13 Sábado: Exposição cordel Fotográfico/ Vídeo “Se o ascendente de mamãe fosse aquarius”/ Momento Musical/Apresentação Coral GDECC.

Por Adriel Duarte, Curaçá-BA.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Fórum de Comunicação dialoga com estudantes da Uneb sobre comunicação comunitária

 
Em busca de aproximar as/os estudantes do curso de Comunicação Social (Universidade do Estado da Bahia – UNEB, em Juazeiro) da comunicação comunitária que vem sendo desenvolvida no Território do Sertão São Francisco, o Fórum de Comunicação foi convidado à participar de discussão na disciplina de Comunicação Comunitária oferecida no referido curso.
Nessa última quarta feira (03), os/a representantes do Fórum, Vinicius Gonçalves, Karine Pereira e Álvaro Luiz, iniciaram a conversa com as/os estudantes do 6º período do curso. Neste primeiro momento foi feita uma apresentação sobre quem é o Fórum de Comunicação e como ele vem atuando na região. Após essa explanação, as/os estudantes expuseram suas ideias e posicionamentos sobre a apresentação.
Algumas inquietações foram em relação ao campo de atuação dos profissionais de jornalismo nas organizações e entidades que desenvolvem trabalhos com comunicação popular e com assessoria de comunicação no terceiro setor. Karine Pereira ressaltou a satisfação de trabalhar com assessoria, para instituições preocupados em respeitar e valorizar as comunidades em que estão atuando, considerando a cultura e realidade local.
Para a estudante Ana Carla Nunes, momentos como esses são importante “tendo em vista que na grande maioria das vezes, a Universidade não nos aproxima muito da realidade de muitas organizações e entidades que desenvolvem esse tipo de trabalho.”
Esse bate-papo foi o primeiro passo para uma parceira entre a disciplina, ministrada pela professora Gislene Moreira e o Fórum de Comunicação, que será construída ao longo do semestre, através da criação de projetos voltados para comunidades que desenvolvem ou tem potencial para realizar trabalhos voltados para comunicação comunitária, seja por meio de oficinas, produção de jornais comunitários e outros produtos de comunicação.
Texto: Gisele Ramos - Estudante do 6º período e estagiária de Comunicação do Irpaa

segunda-feira, 25 de março de 2013

Caatinga é cenário para espetáculo sacro no distrito de Pinhões em Juazeiro



É no povoado de Malhada da Areia, distrito de Pinhões, a 54 Km de Juazeiro, que há dez anos um grupo de artistas da comunidade realiza o Espetáculo Sacro Paixão de Cristo. Por iniciativa de um grupo de jovens (Juvens) e da associação comunitária (Acarcos), o espetáculo é apresentado todos os anos na noite da sexta-feira santa.

Este ano, o dia 29 vem sendo esperado com muita expectativa por parte do elenco e produção, da comunidade que contribui com a realização do trabalho, do público que já prestigia todos os anos e por diversas pessoas que este ano vão assistir pela primeira vez. “Tivemos a possibilidade de trabalhar com mais cenário natural que traz uma beleza muito grande ao espetáculo. Além disso, trazemos um aspecto regional muito interessante que é a narração da cena feita por cordelistas. Existem muitas novidades na encenação, esperamos que as pessoas fiquem satisfeitas com o que verão”, adianta o diretor do espetáculo Maurício Moisés.